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SCORP Comitê Permanente de Direitos Humanos e Paz
Brincadeiras em Direitos Humanos
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HOSPITAL PEACE

         Criado no Brasil em 2007, por alunos da UFJF - MG concebido a partir da percepção da notória perda, pelos pro profissionais de saúde, de valores éticos e humanos, embora, nos últimos anos, tenha ocorrido um enorme avanço na medicina em questão de técnicas, exames e diagnósticos. Muitos pacientes que, anteriormente, confiavam em seus médicos; hoje os criticam e os processam devido ao não entendimento entre as duas partes.

          Estes projeto tem como objetivo iniciar uma grande transformação nas políticas de saúde e vigilância sanitária, restabelecendo o respeito e a fraternidade entre médicos e pacientes. A fim de que cada cidadão não perca direitos tão importantes como a dignidade e o acesso à saúde e que o bom entendimento entre médicos e pacientes se torne uma realidade. Espera-se gerar questionamentos que estimulem toda a sociedade a refletir sobre as atitudes aprendidas e ensinadas durante a formação médica para que haja fortalecimento de relações harmônicas e satisfatórias entre médicos e pacientes.

 O projeto propõe realizar visitas ao maior número possível de hospitais (públicos e privados) que aceitem participar do projeto. Inicialmente é marcada uma reunião com o diretor ou alguém responsável do hospital, na qual se apresenta o projeto e é marcada uma data em que os médicos dos ambulatórios, os profissionais nas enfermarias, os internados e os pacientes que esperam por uma consulta serão abordados pelos participantes do projeto.

 Instruídos pelo professor coordenador do projeto, os acadêmicos estabelecem um diálogo no qual são discutidos pontos básicos da prática médica e do respeito ao profissional que exerce a medicina.

Já aos médicos, são ressaltadas atitudes simples como: o olhar nos olhos do paciente, a diferença que faz chamá-lo pelo nome, a importância de antes de realizar qualquer exame físico explicar ao mesmo a importância desse procedimento e o que de fato será feito. Além disso, é realizada uma discussão a cerca das divergências entre os sonhos daqueles que buscam a formação médica (o cuidar, o curar, o salvar outros seres humanos) e a atual realidade da prática médica. 

Aos pacientes são dados informações e conselhos acerca dos benefícios de um tratamento baseado na boa relação médico-paciente e do papel dos mesmos para a concretização dessa relação harmoniosa.

 “Todos sabemos como o amor é importante e, mesmo assim, com que freqüência nós o demonstramos? Muitas pessoas doentes neste mundo sofrem de solidão, tédio e medo, e isso não pode ser curado com uma simples pílula”

                        Patch Adams

 

 

 

HÁ BRAÇOS

Criado em 2008 por estudantes de medicina da UNIFESP que começaram a perceber a falta de contato humano, durante a graduação, que tinham com o paciente, que traz em si toda a realidade da sociedade em que está inserido, seja pela própria vida e o sofrimiento, seja pelas condições do sistema público de saúde.

Dessa forma, o projeto objetiva promover o contato entre estudantes e pacientes, e a partir disso contribuir não somente para uma formação mais completa e mais real para os alunos, mas também promover uma melhor qualidade de vida para os enfermos internados. O encontro dessas duas realidades é a garantia de uma formação efetiva e uma tentativa de levar saúde mental e bem-estar para a população.

A estratégia usada é o diálogo, que se constrói a partir de conversas sobre a familia, as paixões, o pasado, o futuro, entre outros. A relação se constrói a partir de uma afetividade de ambas as partes, o estudante e o paciente, sempre enfocando valores baseados no “diálogo de amor e alegría”, já usado por Patch Adams.

Para isso, cada acadêmico, devidamente identificado por crachá, será responsável por um leito na enfermaria, sendo, assim,  responsável por acompanhar o paciente que lá estiver internado. Serão feitas duas visitas semanais, no mínimo, em horários que não atrapalhem a rotina do paciente (horários de sono, almoço, banho, exames, visitas familiares). Não é recomendado o uso de avental, pois este enfatiza uma barreira invisível de médico (detentor do saber) e paciente (caso de estudo/doença). Poderá haver um tema central que direcione ou que inicie o diálogo, mas o rumo será dado especialmente pelo paciente, e o que ele se sentir confortável para falar.

Além dos diálogos, os encontros podem ser permeados de histórias, fotografias, músicas, jogos, desenhos e outras estratégias para estabelecer o vínculo com o paciente, sempre trabalhando suas vontades, necessidades e sonhos.

 

 

 

 
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